Carnaval da Boa 2011_Vídeo 1

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O FOGO CANTA O FOGO

Fogo é luz, é força, é brasa, é combustão. É temperatura elevada que dá graça ao tempero. É Sol. É energia. É celebração olímpica, é suor, é batimento, é pulsação, é caça, é dança, é rito, é sacrifício, é proteção. Símbolo máximo da paixão e do pecado, do prazer e da guerra. É renascimento e destruição. Pode emergir de faíscas inocentes até ganhar intensidades avassaladoras, devorando tudo aquilo que o alimenta. Sua chama possui infinitas facetas que mudam a cada instante a sua cor, a sua direção e as formas de seu manifesto, que variam no ritmo das intensidades provocadas por elementos inflamáveis que o seduzem.

E não existe combustível mais atraente do que o carnaval carioca, fenômeno incandescente que cresce a todo vapor, provando ser o evento máximo de propagação do calor mais desejado do ano, orquestrado por um verão que o provoca sem o mínimo receio de demonstrar seu amor por tudo que se assume quente.

É com orgulho que a diretoria do bloco Fogo na Cueca e a Bateria Bloco 07, anunciam o tema do desfile de 2011: O Fogo Canta o Fogo.

Regras:

1) A entrega dos sambas será no dia 15 de janeiro de 2011 nas seguintes condições:

1.1) 20 Cópias da letra do samba;

1.2) 1 CD com a gravação do samba;



2) Tema Livre. Os únicos quesitos obrigatórios na composição são:

2.1) Ritmo de Samba-Enredo;

2.2) Conter o nome do bloco, FOGO NA CUECA;

2.3) Estar de acordo com o Enredo, “O Fogo Canta o Fogo”;



3) A escolha do samba acontecerá em um único dia, 26 de janeiro de 2011.



4) O samba vencedor será o que tiver o maior número de votos dos jurados (total de 6). Em caso de empate entre dois ou mais concorrentes, a escolha será feita pelos 8 diretores do Bloco;



5) O intérprete e o cavaquinista são de responsabilidade do compositor;



6) A disputa consiste em DUAS passagens sem bateria e TRÊS passagens com bateria para cada samba;



7) O resultado será apurado e informado após a apuração dos votos;



8) O samba vencedor será o hino do Bloco Fogo na Cueca nos desfiles dos dias 27 de fevereiro e 4 de março de 2011.



9) A equipe organizadora se reserva ao direito de excluir qualquer composição que possua em sua letra mensagem cuja essência é depreciativa, racista, religiosa, eleitoral, preconceituosa, homofóbica, difamatória, caluniosa, que prejudique a terceiros, que viole direitos autorais ou qualquer atitude anti jurídica;



10) Qualquer situação não prevista nessas regras será resolvida, em caráter único, sem recurso, mas justificado, pelos organizadores do Bloco;

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Plagio ou Fonte Inspiracional?









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Nasce um novo Filho.

Para aliviar as tensões promovidas pela expectativa do título na Unidos da Tijuca, resolvemos compor um samba para a Unidos da Villa  Rica - grupo C das escolas de samba do Rio de Janeiro-, oriunda de Copacabana, mais precisamente da ladeira dos Tabajaras. Gostamos tanto do resultado deste novo filho, que estamos, de fato, divididos. O enredo, Brasil sem Fronteiras, é muito interessante pois aborda a origem da raça Brasileira.

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Compositores: André Cabeça, Dudu Linhares, Marcelo Menezes e Ronaldo Lemos

A vila é rica de amor

E canta a miscigenação
Hoje meu sangue, azul e amarelo
Exalta as cores do meu pavilhão

Terra à vista
Anunciaram as caravelas de Cabral
Diante da inocência nativa
Despida sob a cruz de Portugal
Cenário de perfeita natureza
Que encantou a realeza
É o nascimento do Brasil colonial

Das trocas, gentileza que se faz desconfiar
Retirando o Pau-Brasil do seu lugar
Cultivando a exploração
Vermelha é a raça que lutou por liberdade
Contra a branca divindade
Pintando as cores da nova nação

Sou caboclo, estrela-guia de famosos orixás
Filho de preto, de branco, de tudo um pouco
Sou da mistura dos mais belos ancestrais

Da África
Aportam navios negreiros
Trazendo mão de obra escravizada
Candomblé e batucada
Resiste à dança disfarçada dos guerreiros

Venceu a abolição
Da negra mão nos cafezais
Abrindo o campo da infinita imigração
Diversidade de riquezas culturais

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"É SEGREDO, NÃO CONTO A NINGUÉM, SOU TIJUCA, VOU ALÉM"


Todos os que me conhecem sabem do carinho que sinto pela Tijuca. Não canso de dizer em rodas de bar que um dia ainda caso com uma tijucana (para horror de alguns e orgulho de outros). A Tijuca transpira boemia. Guarda em conserva um lado particularmente especial do Rio. Não troco minha Copacabana por quase nada, fato. Mas não esqueço os amigos que fiz na Tijuca.  E justamente neste ano especial em que concorri com um samba  (ouça aqui) para a Unidos da Tijuca, escola que me recebeu de braços abertos, a danada se consagra campeã - apesar do samba escolhido não ter sido o meu (diria que batemos na trave), não há como não me sentir bastante pé quente, pelo menos nisso - um título sonhado há mais de 70 anos.

Título que se deve, principalmente, ao surpreendente Paulo Barros, que ao invés de entregar por escrito o que pretendia levar para a avenida, inovou novamente concedendo uma entrevista com todos os compositores - e em particular.

Durante as duas horas em que estivemos juntos, fui percebendo que as benditas maravilhas que eu escutava se travam apenas do leve chiado de uma pavio cuja rara bomba criativa estava prestes a explodir, porque foi o que aconteceu, uma revelação atômica de surpresas avassaladoras. O Paulo mereceu muito este título que há anos vinha buscando à base de duras críticas daqueles que pensam que o bom desfile de carnaval se resume ao tradicional repeteco de paêtes e plumas que ainda embelezam, mas que sozinhas não surpreendem mais, não depois do que foi apresentado pela Tijuca.

A quadra estava lotada. Contagiante. Comemorei junto com meu pai (fiel colaborador) e meu querido parceiro Dudu Linhares, que compôs o samba que oferecemos pra Tijuca e  mais dois outros para bloco de rua que tivemos a felicidade de ganhar.

Estou tão ligado a Tijuca que até o meu querido Serginho Gama, que defende meus sambas ofuscando minha voz sempre que abre a garganta e que em minha opinião é um dos melhores intérpretes oficiais que Unidos possui, vestiu a camisa do bloco Fogo na Cueca com garra, aceitando ser o puxador oficial e deixando todos nós da organização bastante felizes em tê-lo como voz absoluta do bloco mais fantasiado do Rio de Janeiro.

A Tijuca está tão do meu lado que até no trabalho a gente não se desgruda. Na semana passada a minha agência produziu mais uma pecinha para a Devassa, dessa vez foi a da Tijuca (o restaurante está lindo, fica aonde era o antigo Terceiro Milênio) , a gigantografia de madeira esta bem na porta da cervejaria para quem quiser conferir. Não preciso nem dizer o quanto foi fácil criar o título desta peça públicitária que aparece aí do lado direito. Afinal o assunto era a Tijuca.  O difícil, talvez, seja encontrar a tijucana dos meus sonhos (rs...). São tantas tijucanas. São tantos sonhos...

" CANTA TIJUCA, CANTA... QUE A CIDADE QUER TE OUVIR CANTAR"

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